Apoio pela diferenciação
Após ter concluído a estruturação do edifício jurídico governamental para o desporto, o responsável pela pasta do desporto e juventude veio à ribalta anunciar não só o montante como a forma das federações obterem financiamento para as actividades de 2012.
Com a nomeação da direcção (com Augusto Baganha a manter o lugar de presidente, como se esperaria) do novo Instituto Português do Desporto e Juventude, o que se verificou na passada semana, Alexandre Mestre apresentou-se perante os representantes das federações com uma nova fórmula de distribuir os trinta e seis milhões de euros que estão destinados para este ano.
Dos quarenta e quatro milhões orçamentados, houve necessidade de honrar os compromissos assumidos pelo anterior governo (o caso das facturas e parte das verbas no totonegócio), surgindo daí os 36 milhões.
Após a análise feita aos vectores mais significativos da actividade desenvolvida pelas federações, conclui-se – face ao divulgado por Alexandre Mestre – que importava mudar de atitude, passando a ter atenção especial para um dos principais objectivos: ter mais e melhores praticantes desportivos.
Em função disso, o apoio será prestado a quem (federações) promova o aumento do número de praticantes – estão “proibidas” de perder, o que poderá dar azo a “sanções” financeiras – independentemente se no masculino se no feminino. O que se pretende é mais cidadãos a praticar desporto, para o caso nas competições, geridas pelas federações.
Não vai ser tarefa fácil. Os motivos são muitos e variados e a “falta de pedalada” tem sido sentida desde os Jogos Olímpicos de Pequim (2008). O que deixa visível, face ao que se pode vislumbrar nos dias de hoje e a poucos meses dos Jogos de Londres, um céu onde o Sol está com dificuldade para entrar.
É caso para saber como é que as federações vão responder a este novo desafio. Para em 2013 se fazer o balanço.
Não só em relação à actividade nacional e internacional, nas várias modalidades, mas ainda aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Londres, processos que decorrem de forma normal, porquanto o governo “não alterou uma vírgula” ao que já estava contratado.
Em tempos de inovação, há que encontrar um novo caminho. Ainda assim carregado de dificuldades.